O genocídio da classe média e o fim do Estado Social

2 Nov

Ah, PSD e CDS/PP, sempre foram pouco fiéis aos princípios democráticos e, finalmente, estão a voltar às origens!

“Ora alto e pára o baile, Rita! Estás a ser injusta pois há pessoas nesses partidos e que os apoiam que não assim,que também estão contra estas medidas de empobrecimento.”

Ora pois muito bem, se os há então que apareçam. Na AR não estão de certeza e, peço desculpa, mas neste momento, são esses que estão com a faca e o queijo na mão! 

Para os que, entre vós, ainda não tem bem a noção em que resultam as contas do IRS, aqui vai uma demonstração (artigo original aqui).

COMO CLASSIFICAR O ASSALTO, MASSACRE, ROUBO AOS CONTRIBUINTES QUE SUPORTAM O PAGAMENTO DO IRS?

Por Armindo Bento
ASSALTO, MASSACRE, ROUBO AOS CIDADÃOS CONTRIBUINTES EM IRS
Olho para o meu País e vejo um noite escura que se abateu sobre todos nós! Todos não é bem assim mas apenas para alguns – para aqueles que vivem do seu salário!
Se ainda não tem a noção sobre o assalto, o roubo, o confisco, o massacre, o crime fiscal, o monstro etc etc… que este governo aplicou sobre todos os que tem que suportar o IRS, cerca de 2 milhões de portugueses, aqui fica a demonstração, do confisco, do assalto ao bolso dos cidadãos que suportam os impostos sobre o rendimento do seu trabalho em que discrimina claramente os funcionários públicos que pagam mais entre 13% e 16%.
Onde está a equidade? Porque razão são perseguidos os funcionários públicos, os pensionistas e reformados?

Quando no próximo ano começarem a ser entregues as declarações de IRS referentes aos rendimentos obtidos em 2012, a generalidade dos portugueses vai confrontar-se pela primeira vez com um valor global para o conjunto das deduções fiscais que oscila entre os 1250 e os 1100 euros.
E os rendimentos acima de 66 045 euros perdem totalmente o direito a beneficiar destas deduções. Apenas os dois primeiros escalões de rendimento coletável (ou seja, quem tem até 7410 euros por ano) ficaram isentos do limite para as deduções, para o qual contribuem os 10% das despesas com saúde, os 30% dos encargos com a educação, parte do valor pago em juros do empréstimo da casa, as entregas para PPR e prémios de seguros de saúde. Para quem esteja no 4º escalão de rendimento (tal como os conhecemos atualmente), que será quem possua um rendimento coletável entre 18 375 e os 42 259 euros, o valor das deduções que abatem ao IRS não poderá exceder os 1200 euros. 
SÓ QUE EM 2013 SERÁ MUITO PIOR. CLARO, SE AINDA EXISTIR O PAÍS!
A NOSSA ESPERANÇA é que “Os juízes dizem que o Orçamento Estado para 2013 é inconstitucional e caso seja aprovado vão pedir a fiscalização do documento. A Associação Sindical diz que o aumento de impostos previsto é brutal e viola o princípio da capacidade contributiva inscrito na Constituição.”
———————————————————————————————————————————————————————-

É de rir (já foi de chorar)…

10 Oct

Quando atinjo um certo ponto de incredulidade, a minha reacção deixa de ser irritação ou frustração e passa a ser rir.  

É o tipo de reacção que tenho quando é tudo extremamente bizarro, demais para ser verdade. Logo, só pode ser encarado com riso! 

No último ano, houveram mais momentos “chorar” do que “rir” a vir de Portugal. Mas nas últimas semanas a coisa mudou de figura. 

Sempre que, por um acaso, me deparo com notícias de Portugal no facebook (podem crer que não as procuro activamente! Já deixei de perder a manhã ou o dia a ler jornais Portugueses há muito!), não sei porquê, mas é só coisas inimagináveis. E em vez de chateadíssima, tenho rido. 

Ou é o Presidente da República a hastear a bandeira ao contrário, ou evidência de tráfico de influências entre políticos na porta giratória do poder…Portugal não pára! É uma bizarria atrás da outra! E pronto, tenho que rir!

No fundo, nada que não soubéssemos já! E reparem, gafes sérias, corrupção, tráfico de influências, abuso de poder, etc., acontecem em todo o lado

Mas a grande diferença que agora sinto entre a “Democracia” em Portugal e uma verdadeira Democracia, é que qualquer político governante na posição do Presidente da República ou do Primeiro-Ministro e Ministro, já se tinham demitido!

Oh, não vamos mais longe! Se fossem PS já se tinham demitido! 

Porque é isso que governação transparente requer. É isso que uma Democracia necessita para funcionar. O indivíduo nunca pode por em causa o sistema. E no momento em que o faz, os cidadãos perdem respeito pela estrutura democrática, pela instituição que é a Democracia. 

Estes indivíduos no poder em Portugal, não só delapidam a economia e sociedade Portuguesas, mas estão também a delapidar os pilares da própria democracia. 

No fundo, estes indivíduos deviam ser presos por traição. Tenho a certeza que fizeram um juramento qualquer na tomada de posse que justifique! 

Mas enquanto fico à espera que a Justiça venha, de uma forma ou de outra, riu-me. Mas não tardes Justiça que já me começam a doer os músculos da cara! 

Custa tanto…

7 Oct

…estar longe!

Na maior parte do tempo, consigo ignorar o sentimento profundo de tristeza por estar longe da minha família e da minha terra. Não estou a exagerar. É mesmo uma dor muito grande, chegando mesmo a ser coisa física – um aperto no peito – quando permito que venha à tona. 

Os dias vão passando e quase sempre consigo ir vivendo a vida sem deixar que esse sentimento surja. Mas depois há um ou dois dias, aqui e ali, em que uma pequena coisa pode fazer ressurgir a saudade. Pode ser sair um filme que gostava de ver com a minha irmã; o frio que aperta 1 mês depois da Primavera ter começado, quando, no Ribatejo, já estaríamos a viver dias de calor; ou querer encontrar uma mesa de café para a sala e não poder ir ao Ikea!! 

Também há coisas mais notáveis como o reconhecimento de que passa mais um ano em que não estou com as minhas irmãs nos anos delas e a plena consciência  de que não tenho sequer como justificar voltarmos para Portugal! 

No fundo, a vida de emigrante, mesmo quando corre bem, tem sempre um pano de fundo que só piora com o tempo, uma verdadeira saudade. 

Quando esse sentimento é mais evidente, sinto tanto ódio pelos que destroem o meu país a cada dia que passa, que me impedem de voltar e que forçam outros a tomar o mesmo rumo que eu! 

Sim, eu sei, ódio é um sentimento muito forte. Mas nem todos somos Buda ou Jesus para conseguir deixar esses sentimentos passar. 

E em dias assim, o verdadeiro custo emocional da emigração manifesta-se. É como viver um luto por algo que ainda está vivo mas simplesmente não podemos viver. 

Mas como esses neo-liberalecos de merda que estão nas frentes governativas Portuguesas não possuem aquilo que distingue os restantes de nós dos outros animais – capacidade de se colocarem no lugar dos outros – não creio que esse luto terá fim para quem já deu o salto…

De manhã acordei e Portugal estava pior que no tempo do outro Sr!

1 Oct

Mas que é isto minha gente?! Desde quando se tornou “insulto” expressar descontentamento?

É por ser à frente do mentiroso e incompetente Passos Coelho? Ai, ups, olha! dois “insultos”! Venham prender-me!! Mas provem que estou errada primeiro!

E pior, a escola  lança inquérito ao aluno!! Mas que é isto?!?! 

Que vergonha a academia servir de instrumento de censura deste regime!

O Passos Coelho chega num classe S de €100000 mas o aluno é que sofre represálias por o “insultar”?!? Mas e o insulto do indivíduo Passos Coelhos aos cidadãos Portugueses? Quando é que o vamos fazer pagar?

Afinal parece que tenho estado certa. Quando começam a acreditar no que vos digo aqui de tão longe?!

Acorda Portugal! Este governo quer suspender a Democracia!

Tudo dito!

21 Sep

Este vídeo está LINDO!

Sendo música, podia ter partilhado no outro blog mas achei que aqui ficava mais em linha com o tema principal🙂

É provavelmente o melhor vídeo que já vi este ano. Quem pensou nisto está de parabéns. Está mesmo muito bom!

Muito bom aproveitamento do trabalho do Psy.🙂

Uma proposta concreta

18 Sep

A minha maior frustração com a situação de Portugal (e julgo que a de muitos outros Portugueses), é não saber exactamente o que é que eu posso fazer para mudar as coisas. Como é que alguém, uma pessoa só, pode mudar um sistema? Ora não pode, claro! Mas isso não me impede de tentar!

Pela minha saúde mental, tinha que encontrar algo concreto em que pudesse trabalhar, algo que me fizesse sentir que há esperança, que há algo concreto que se pode fazer para melhorar as coisas.

Já há algum tempo que me andava a ocorrer (acho que desde o meu post aqui) que, neste momento, mesmo que haja novas eleições, quem é que temos de qualidade, com competência, para lá por?!

Ora, sinceramente, não sei quem!

Não gosto de não exercer o meu dever democrático que com tanto esforço foi conquistado para mim – o voto. Mas se amanhã houvesse eleições, sinceramente iria sentir-me sem escolhas e perdida!

O sistema eleitoral que temos neste momento já não beneficia a democracia e o cidadão comum Português. Precisamos de modernizar o sistema e adequá-lo às nossas actuais necessidades.

Tenho andado a observar a sociedade civil e política aqui na Nova Zelândia e, claro, no contexto acima descrito, tenho andado a tirar algumas notas.

No outro dia, encontrei o site do Congresso Democrático das Alternativas e aproveitei para escrever uma proposta de discussão. Achei boa ideia começarmos a trabalhar para avançar com propostas concretas.

Não sei se dá em algo contribuir mas, como estamos numa onde de “deixa cá fazer a ver no que dá”, aqui fica desde já um esboço. Só naquela de ter um registo para futuras referências.

Quero aproveitar esta oportunidade – o momento em que vivemos – para sugerir que se comece a discutir uma reforma eleitoral. Portugal precisa actualizar o método eleitoral, torná-lo mais representativo (verdadeiramente representativo) e assim tornar cargos governativos mais justos, responsáveis e transparentes.

 O principal argumento para esta mudança deve ser claro: neste momento, temos políticos de carreira que, sem terem terminado um curso, ou desenvolvido alguma experiência laboral noutra área, têm, como é compreensível, demasida motivação em continuar no lugar político que ocupam. A falta de alternativas laborais torna qualquer pessoa demasiado focada em manter o lugar. Motivação pode conduzir a bom trabalho mas o desespero pode conduzir a um “vale tudo”. E é isso que temos neste momento.

 O lugar governativo é uma posição de responsabilidade para com o eleitor, um serviço público. Mas não é isso que temos no sistema governativo em Portugal. E isto a todos os níveis – nacional e local!

 Prevejo que os desafios a esta proposta serão muitos. Acima de tudo, os que poderão ser afectados por uma reforma eleitoral são os próprios políticos que irão, com certeza, tentar impedir tal reforma a todo o custo. Tendo atingido os tais lugares e poder de decisão, será difícil avançar com uma alteração que os venha a destabilizar.

 Mas sei que não será impossível. Já foi feito antes e em outros lugares e a conjectura social actual torna a sociedade extremamente receptiva a tal mudança.

 Ao fim do dia, vai beneficiar o cidadão comum Português.

 Em específico, quero sugerir que se discuta a reforma do actual sistema eleitoral para algo mais semelhante ao sistema Neo-Zelandês, Alemão ou do Reino Unido. Na Nova Zelândia, inspirado no sistema Alemão, por exemplo, em eleições nacionais, cada eleitor tem dois votos: um chamado “voto do partido” (party vote), que determina a proporcionalidade do parlamento em termos partidários; e um voto local (electorate vote) que determina o representante local no parlamento. Além do mais, as eleições ocorrem a cada três anos. Isto faz com que todos tenham que trabalhar duro para ser reeleitos e há menos oportunidade para desenvolverem maus hábitos. Para o eleitorado, há menos hipótese de nos esquecermos do que se passou. Parecendo que não de três para quatro anos faz diferença!

 Seja como for, sugiro que a reforma eleitoral seja feita no sentido de maior representatividade. A forma específica do nosso novo sistema eleitoral será, então, ponto de discussão. As linhas acima são somente um indicador do tipo de modelo a investigar.

 Portugal merece melhor; cada Português merece ser melhor. E creio que seremos melhores quando tivermos quem melhor nos represente e cuide dos nossos interesses como sociedade!

 Cumprimentos,

 Rita Bento Allpress  

Afinal, há esperança!

18 Sep

Ora pois muito bem, aqui estou eu outra vez!

Como usei o meu outro blog na última semana, no meu activismo, não tinha bem a certeza se queria fazer este post aqui mas estava na altura de voltar.

Ora, como todos sabem, o 15 de Setembro foi um sucesso. Expus aqui a minha reacção ao ocorrido e, portanto, não a vou repetir neste post.

Vou, contudo, reiterar que sinto que fiquei a conhecer uma faceta da sociedade Portuguesa que até então me escapava. Talvez a mim e talvez a todos!

Este blog está cheio de posts em que expresso a minha frustração e tento lidar com o sentimento de impotência que às vezes (a maior parte) sinto em relação à situação de Portugal.

Grande parte dessa frustração surge face à habitual passividade da sociedade Portuguesa. Tentei perceber porquê aqui.

Mas, sou um caso irremediável e, portanto, por muito que me massacre, continuo a tentar! Foi isso que me fez dar atenção à manifestação do 15 de Setembro a meio da semana passada. Comecei com este post. E logo a coisa foi evoluindo até que, no dia escrevi este.

Resumindo, tentei sensibilizar e mobilizar das poucas formas que estão disponíveis a quem está do outro lado do mundo!

E o que vi foi lindo! Tão lindo que me trouxe lágrimas de esperança aos olhos. Os Portugueses, na rua, na maior manifestação na Europa, organizada não por partidos, não por sindicatos, mas pelos cidadãos! E, com raras excepções (vamos chamar-lhes agentes provocadores ou alguém que, coitado, não sabe melhor), de forma extremamente civilizada.

Este dia vai ficar, para mim, como o dia em que aprendi que, ao contrário do que pensava, a sociedade Portuguesa consegue tomar posição. E é forte. Muito forte.

Só os cobardes é que se escondem atrás de máscaras e usam da violência para avançar as suas intenções.

Os Portugueses mostraram a si próprios e ao mundo que força, união e marcar posição podem ser demonstradas pacificamente ou civilizadamente.

Não demos razão nenhuma para rotularem a manifestação de “coisa de miúdos neo-hippies” ou movimento insignificante ou inconsequente. Não o foi. Tem tido piada ver como vão – o Governo – conseguir ignorar o significado. Mas quanto mais iludidos andarem, mais depressa tomamos as rédeas!

E, apesar de surgir sempre na mente Portuguesa dúvidas e nuvens negras, os factos mantêm-se:

Ainda há Portugueses em Portugal que agem e conseguem! 

Muito respeito por todos os Portugeses que foram, fizeram e aconteceram! 

Força Portugal! Continua!

Eu continuarei deste lado…

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.